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riscos_e_rabiscos

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Até Para Ser Cão é Preciso Ter Sorte!

 

Diz o adágio popular que todos os cães têm sorte. Mas nem os tempos são o que eram e nem os cães do provérbio têm quatro patas.

 

Apareceu um cliente do meu irmão a dizer que queria ficar com o bichinho. Óptimo! Finalmente o bichinho ia ter o lar que merece.

O meu irmão entregou o cãozito com todas as recomendações e senãos julgando, ingenuamente – já vão ver porquê -, que iria em boas mãos.

 

Ao sair de casa para ir para o convento, deparo-me com um cãozinho. Hã?! Fiquei super confusa. Parece-me o cãozinho bebé…

Fui em direcção ao bichito que, assim que me viu, desatou a saltar de contentamento e vá de saltinhos e lambiscadelas.

 

Achei muito estranho o bichinho estar ali. Olhei em redor à procura do meu irmão ou pai, pois passou-me pela cabeça que eles tivessem por ali e tivessem trazido o bichinho. Não vi ninguém.

 

Peguei no canininho e trouxe-o para casa de novo. Estava faminto e cheio de sede. Entrou na cozinha e empoleirou-se no lava-loiças à procura de comida até que descobriu os cereais do Bóbi e o prato da comida que ainda tinha uns restinhos. Devorou-os em menos de um segundo. É claro que o Bóbi, cioso do seu território e egoísta como é com a sua comida, arreganhou os dentes ao pobrezito.

 

Lá teve o pequeno de ficar fechado no wc com comida e água, enquanto o Bóbi guardava a porta à espera que o meu irmão viesse buscar o cãozito para o levar de volta para a oficina.

 

Em resumo, o fulano que levou o bichinho, ao chegar a casa, não deve ter querido o pobre bichinho que foi posto na rua. De novo. E foi aqui que o meu irmão foi ingénuo ao acreditar na boa fé (?!) de outrém. Percebem agora porque digo que até para se ser cão é preciso ter sorte? Tenho muita pena que um cãozinho tão meiguinho e simpático não tenha a sorte de arranjar donos que o tratem bem.

 

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